NEUTRALIDADE POLÍTICA NÃO É ALIENAÇÃO
O " estado de ser " observador como exercício de consciência, liberdade e responsabilidade cidadã Por Ana Maria Louzada* 1. Introdução - Precisamos escolher um lado? Vivemos em uma sociedade na qual a política partidária frequentemente nos convida a tomar partido, defender ideias, combater adversários e participar de disputas que, muitas vezes, ultrapassam os limites do respeito, do diálogo e da convivência humana. Somos constantemente estimulados a reagir. As notícias provocam indignação, as campanhas despertam emoções, os discursos alimentam medos e as narrativas políticas procuram conquistar não apenas nosso voto, mas também nossa atenção, nossos pensamentos e nossos sentimentos. Nesse contexto, gostaria de propor uma reflexão: Será que precisamos entrar no fluxo de uma campanha política para demonstrar que estamos conscientes do que acontece ao nosso redor? Será que não participar emocionalmente das disputas partidárias significa ser alienado? E se a neutralidade for just...